terça-feira, 10 de junho de 2008

O Poder carioca.

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL583531-5606,00.html

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL583008-5606,00.html


Ah, quer dizer então que temos "novidades" no noticiário nacional? Juízes, desembargadores, policiais e políticos envolvidos com o jogo do bicho; Denúncias de lavagem de dinheiro; Campanhas financiadas por bicheiros. E outras falcatruas mais......

A atuação do Ministério público e da Polícia Federal, que teve ínicio ano passado com a operação Furacão, mandou alguns larápios de terno pra cadeia e foi exemplar. Aliás, parece que essa nova geração da PF nos dá uma luz no fim do túnel diante das academias policiais existentes no país. Álvaro Lins e Garotinho já estão na bem enrolados, uma atuação para se bater palmas.

Agora, que isso existe há anos todo mundo já sabe, em qualquer esquina você pode fazer uma apostinha em máquinas de caça – níquel ou uma milhar no bicho . A relação do bicho, poder público, samba, justiça está enredado de tal forma que um não vive sem o outro, a coisa se tornou estrutural. Políticos dependem de Magistrados que dependem de bicheiros que dependem das escolas que dependem de magistrados que dependem da polícia, e a gente vai levando essa vida.

O Rio está virando um poder só. A retórica em torno do poder paralelo é falaciosa. A interseção entre esse "poder paralelo" e o poder "legítmo" é quem comanda tudo. Leia-se ai, Garotinho, Rogério Andrade, Álvaro Lins, etc.

Nas próximas semanas, greves de fome, deputados presos e novas revelações sobre outras figuras envolvidas vão pipocar nos jornais a todo vapor, mas eu não dou um mês para já estarmos debatendo outros assuntos que serão jogados pela imprensa para formatar as discussões políticas. E você, quanto tempo acha que os nossos homens mais poderosos do Estado vão ficar detidos, um, dois, no máximo 4 meses?

O Garotinho falou que quer ser investigado. Mas só se for pelo deputado (?) e policial (?) Álvaro Lins.

A garotada da PF está trabalhando bem, mas as eternas brechas da lei fazem com que os engravatados fiquem detidos apenas o tempo que a mídia expõe o assunto nos veículos de comunicação. Exemplo disso é que quase 80% das pessoas detidas pelas operações federais no ano passado ( e foram muitas) estão passeando por aí, sempre contando com a ajuda da sua grande aliada, as "Leis".

4 comentários:

Raphael Dias Nunes disse...

A nova geração da PF faz crer uma luz no fim do túnel. Entretanto, nós sabemos que a mesma é controlada pelo próprio governo federal e boa parte da atuação diferenciada da PF, se deve à União.

A pergunta é: Até onde vai a autonomia da PF? Até onde ela pode vir a ser chantageada, controlada e/ou manipulada pelos governantes?

Já que tudo está virando uma coisa, só é intrigante tentar saber esse tipo de questão...

Abraço!

Gabriel Mattos disse...

Belo debate aberto. Qual verdadeiro poder hoje? Qual a relação entre público, privado e paralelo?
Tudo é uma coisa só?
Cabe até uma psicologia nisso...ahaha
Fica para o próximo post...

Abraçoo...

Monalisa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Monalisa disse...

A autonomia da PF não vai a lugar algum,isso sim! Por mais que exista gente disposta a trabalhar de forma honesta, duvido que seus esforços se concretizem, que essas revelações e prisões não sejam parte desse jogo.
Assim é muito mais fácil nos convencer da "eficácia" das nossas leis,levando a sério o chavão que 'brasileiro tem memória curta' e botando na rua de novo toda a nossa corja política .

De qualquer forma, esperança realmente é a ultima que morre..
mas morre!

Em relação aos poderes, na minha visão superficial tanto o público como o privado estão ai pra expor e legitimar nossas leis, sob uma linha tênue com a legalidade que é onde entra o poder paralelo, reagindo a essa ordem e tentando superá-la com suas próprias regras.

Agora pergunto eu,
como podemos intervir?
até onde podemos intervir?
(se é que podemos intervir)

beijos .